12 – MINHA PRIMEIRA ESMERALDA: UMA CORTESIA DO PÓLO JOALHEIRO

Ano 5 (2018) - Número 1 Notícias

Glayce J.S.S.Valente, Heitor S. Valente

 

Integrando uma estrutura complexa de sítios tetraedros conectada a tetraedros de Si e octaedros de Al, o Be com apenas 6 ppm em abundância na crosta terrestre está presente em cerca de 30 minerais, os mais comuns ou significativos pertencem aos minerais do grupo do berilo (Be3Al2Si6O18). Suas variedades são muito apreciadas no mundo gemológico, água-marinha (azul, devido Fe no retículo cristalino), heliodoro (amarelo, Fe), morganita (rosa, Mn), e esmeralda (verde, Cr ou V). A esmeralda, terceira gema mais valiosa (perde para diamante e rubi), cuja coloração provocada pelas substituições dos cromóforos Cr e V na estrutura gera discussões quanto à sua denominação quando a presença de Fe3+ é supressora e causa interferências em seu azul-esverdeado, e, portanto, o termo esmeralda passa a dar lugar ao termo berilo verde.

Apreciados em idade prematura pelo então adquirente, os minerais de maneira geral, seja por sua cor, forma, e principalmente quando se apresentam como cristais, são um atrativo a seus olhos tão curiosos. Em recente e primeira visita ao Pólo Joalheiro São José Liberto, ao expressar todo seu encanto por esse mundo, chamou a atenção da gemóloga e lapidária Leila Salame que após breve apresentação e diálogo decidiu presenteá-lo com um singelo fragmento de esmeralda (Figura 1A).

 

Figura 1 – A: Fragmento de esmeralda; B, C e D: Imagens obtidas por MEV.

 

REFERÊNCIAS

Groat, L.A., Giuliani, G., Marshall, D.D., Turner, D. 2008. Emerald deposits and occurrences: A review. Ore Geology Reviews, 34: 87–112.
Brazeal, B. 2014. The history of emerald mining in Colombia: An examination of Spanish-language sources. The Extractive Industries and Society, 1: 273–283.